← Voltar à página inicial Nossa história
Acervo histórico comunitário • Maranhão
Nossa terra.
Nossa história.
De antigas trilhas a uma cidade de muitas famílias: uma viagem pela memória de Nova Olinda do Maranhão, contada com documentos, pesquisa e lembranças de quem viveu essa história.
01 / Leitura rápida
Uma cidade que nasceu do encontro de pessoas e caminhos
A Nova Olinda do Maranhão que conhecemos hoje cresceu a partir de um povoado formado por famílias que buscavam terra para plantar, trabalho e um lugar para construir a vida.
De acordo com as memórias registradas por Maria Oneide de Azevedo e reunidas por Cícero Ferraz, os primeiros barracos do povoado foram levantados em 1963. Entre os pioneiros lembrados estão Antônio Araújo da Silva, conhecido como Antônio Ferreira, Maria Oneide, Antônio Feitosa Bezerra e outras famílias que chegaram à região.
Nas décadas seguintes vieram novos moradores, abriram-se caminhos, surgiram bairros, escolas, lugares de oração, comércios e atividades ligadas à agricultura e à madeira. A ligação com a BR-316 ajudou o povoado a crescer e a se conectar a outras regiões.
O desejo de decidir o próprio futuro levou moradores e lideranças à luta pela emancipação. Em 10 de novembro de 1994, a Lei Estadual nº 6.159 criou Nova Olinda do Maranhão, desmembrada de Santa Luzia do Paruá. O município foi instalado em 1º de janeiro de 1997.
Essa história, porém, não cabe apenas nas datas. Ela vive nas ruas, nas antigas roças, nas festas, no trabalho, nos rios, nas escolas e nas lembranças de pessoas que ainda podem contar o que viram. É isso que o NOMA busca preservar.
Continuar para a história completaBase: relatos de Maria Oneide registrados por Cícero Ferraz; pesquisa de Josimar de Jesus Melo (2015); histórico do IBGE e Lei Estadual nº 6.159/1994. Os relatos identificam o início do povoado, não o início da presença humana na região.
02 / Em ordem cronológica
Os anos que marcaram Nova Olinda
O território integra uma região de presença indígena e de relações com florestas, rios e caminhos. Essa memória precisa ser tratada para além da fundação do povoado.
Memórias de Maria Oneide situam a chegada de famílias pioneiras e a formação das primeiras moradias.
Relatos registram a primeira missa e o nascimento de Raimundo Nonato Bezerra entre os moradores do novo povoado.
Expansão de caminhos e transporte, mudanças com a BR-316 e chegada de novas famílias. Missionários Robert e Dollores são lembrados em 1973.
Atividade intensa nas serrarias, usinas de arroz e comércio, ao mesmo tempo em que cresce a mobilização por autonomia política.
Segundo o levantamento histórico de Cícero Ferraz, muda o vínculo administrativo da localidade, que passa a Santa Luzia do Paruá.
A Lei Estadual nº 6.159 cria oficialmente Nova Olinda do Maranhão.
Primeira eleição municipal e instalação do município em 1º de janeiro de 1997.
O acervo coletivo continua recebendo lembranças, correções, documentos e fotografias para ampliar a compreensão desse passado.
03 / Leitura aprofundada
História completa
Contar a história de Nova Olinda é lembrar que uma cidade não aparece pronta. Ela se forma pelo trabalho cotidiano, pelas relações entre famílias, pelos encontros e também pelos conflitos, desafios e escolhas de seu tempo.
Os capítulos seguintes organizam essa trajetória em ordem histórica e por temas. Sempre que um acontecimento vier principalmente de uma memória oral, isso será indicado. Datas e atos administrativos serão apresentados com referência documental.
O NOMA não substitui o trabalho dos pesquisadores nem transforma lembranças isoladas em verdades absolutas. Reúne versões, preserva autoria, identifica dúvidas e deixa espaço para novos testemunhos.
Capítulo 1 / O território
Antes das primeiras ruas, já existiam histórias
Quando falamos em 1963, estamos falando do início do povoado descrito nas fontes consultadas — não do começo da história humana daquele território.
A região de Nova Olinda do Maranhão está ligada às paisagens da Amazônia maranhense e aos caminhos dos rios e igarapés. Os registros locais mencionam a presença indígena, especialmente do povo Ka’apor, chamado em algumas fontes históricas pela denominação antiga “Urubu-Ka’apor”.
É importante reconhecer que a memória desses povos não pode ser reduzida ao encontro com os moradores que depois formaram o núcleo urbano. Sua história, seus conhecimentos, suas relações com a terra e sua própria voz merecem um espaço específico, construído com fontes adequadas e participação indígena.
O rio Turiaçu, os igarapés, as matas e as áreas de cultivo ajudam a compreender por que diferentes grupos viveram, circularam e trabalharam nessa região. Antes de haver bairros e ruas com os nomes atuais, já havia paisagens, trajetos e formas de viver ligadas ao território.
Fontes: referências à presença Ka’apor e à área indígena Alto Turiaçu em Cícero Ferraz (2010) e na documentação territorial da Lei nº 6.159/1994. O NOMA não atribui uma data de chegada aos povos indígenas sem documentação específica.
Capítulo 2 / 1963
As primeiras famílias e o nome Nova Olinda
Nos relatos recolhidos por Cícero Ferraz, a formação do povoado ganha nomes, gestos e lugares: famílias abrindo caminhos, procurando água e construindo barracos em meio à mata.
O casal formado por Antônio Araújo da Silva, conhecido como Antônio Ferreira, e Maria Oneide de Azevedo ocupa um lugar especial nessa memória. Também são lembrados Antônio Feitosa Bezerra, conhecido como Gurupi, Pedro Sois, Acelino Bezerra, João Bezerra e Gonçalinho Porfírio, entre outros moradores que participaram da formação do núcleo.
O que aproximava essas famílias era, em grande medida, a procura por terras férteis. Arroz, mandioca, feijão e milho faziam parte das possibilidades de cultivo. As primeiras habitações teriam sido erguidas nas proximidades do local do atual cemitério e da Rua da Igreja, onde havia acesso ao chamado igarapé do Barraco.
A história do nome também foi preservada pela memória de Maria Oneide. Segundo entrevistas registradas em 2009 e 2010, ela teria sugerido “Nova Olinda”, recordando um povoado onde a família vivera, às margens maranhenses do rio Parnaíba. A tradição conta ainda que uma placa de boas-vindas foi colocada nas proximidades da área que se tornaria o bairro Trator.
Uma cidade começa a ganhar forma quando um lugar passa a ser chamado de casa.
Esses testemunhos são fundamentais porque revelam como os próprios moradores se recordam da origem do povoado. As datas associadas ao nome e à chegada de cada família devem continuar acompanhadas de sua fonte, respeitando possíveis diferenças entre versões.
Fontes: entrevistas com Maria Oneide (10/11/2009 e 19/06/2010), apresentadas no blog Conheça Nova Olinda MA, de Cícero Ferraz; Melo (2015), seção “O início do povoamento”, p. 22.
Capítulo 3 / 1964 em diante
Quando o povoado começou a criar seus laços
Com a chegada de mais moradores, as primeiras moradias passaram a dar lugar a uma comunidade com práticas, encontros e referências próprias. O relato de Cícero Ferraz apresenta o Trator entre os primeiros bairros formados, seguido pela Piaba.
Em 1964, segundo a mesma fonte, o padre Joaquim celebrou uma primeira missa em uma residência. Nos anos seguintes, celebrações religiosas ocorreram na antiga igreja, associada à capela de Santa Terezinha. Essas lembranças ajudam a localizar os espaços que se tornaram pontos de encontro da população.
Também é lembrado o nascimento de Raimundo Nonato Bezerra, em 31 de agosto de 1964, filho de Acelino Bezerra, em parto ocorrido na casa de Maria Oneide. Nas fontes do povoado, esse é apontado como o primeiro nascimento entre os habitantes do novo núcleo; a referência não deve ser confundida com o primeiro nascimento de toda a região.
Em lugares que se formam rapidamente, a história nem sempre fica escrita. Ela passa pelas casas, pelos encontros na rua, pelas conversas da vizinhança, pelas práticas religiosas e pelas primeiras lembranças de infância. São memórias que o NOMA pretende registrar com os nomes das pessoas que as contam.
Fonte: Cícero Ferraz, Conheça Nova Olinda MA, seção histórica publicada em 2010.
Capítulo 4 / Década de 1970
A estrada aproximou Nova Olinda do mundo
A melhoria das ligações rodoviárias mudou a relação do povoado com o comércio, o transporte e os novos moradores.
A narrativa histórica de Cícero Ferraz situa em 1973 um momento importante para a ligação pela BR-316. O trânsito de pessoas e mercadorias ganhou novas possibilidades, e a produção agrícola passou a circular mais facilmente. A mudança favoreceu o crescimento do comércio e abriu caminho para outras atividades econômicas.
A formação de núcleos rurais organizados em quadras, com referências à atuação da SUDENE e da Companhia de Colonização do Nordeste (COLONE), aparece nos relatos sobre o desenvolvimento regional. Essas áreas reuniram famílias, trabalho agrícola e, em alguns lugares, serviços como escolas e postos médicos.
A mesma década é lembrada pela chegada dos missionários Robert e Dollores, em 1973. Segundo o registro de Cícero, eles viveram na área depois conhecida como Rua dos Americanos, anteriormente chamada Rua da Faca Larga, e atuaram em atividades religiosas, inclusive junto a indígenas Ka’apor. O relato também recorda a introdução ou circulação de mudas e sementes, como acerola, abóbora, pepino e guaraná.
Famílias vindas de outros pontos do Maranhão e de estados como Ceará, Piauí, Pernambuco e Alagoas contribuíram para ampliar a diversidade do povoado. A cidade foi crescendo com diferentes sotaques, trabalhos, saberes e modos de vida.
Fontes: Cícero Ferraz (2010), capítulos sobre o povoamento e a economia. A data e o alcance exatos das obras rodoviárias devem ser conferidos em documentação de infraestrutura quando disponível.
Capítulo 5 / Roça, madeira e comércio
O trabalho que fez o povoado crescer
O trabalho com a terra esteve no centro da formação de Nova Olinda. No começo, muitas famílias plantavam principalmente para seu sustento. A mandioca, transformada em farinha, o arroz, o milho e o feijão faziam parte da vida econômica e da alimentação.
Com a intensificação das ligações comerciais, parte da produção ganhou outras escalas. A memória reunida por Cícero Ferraz descreve, especialmente nos anos 1980, um período de forte movimentação econômica: serrarias, usinas de beneficiamento de arroz, pequenos engenhos, transporte de mercadorias e comércio local.
Entre os estabelecimentos lembrados estão as usinas de arroz de Chico da Zuzu, na Rua do Mercado Velho, e do senhor Mário, na Rua das Flores. O levantamento registra ainda diferentes serrarias que marcaram o trabalho naquele período. Esses nomes são pistas valiosas para recuperar fotografias, histórias de trabalhadores e trajetórias familiares.
Essa fase também teve custos. A exploração intensa de madeira e as técnicas agrícolas baseadas em derrubada e queima provocaram mudanças na paisagem. Contar a história econômica de forma completa exige reconhecer tanto os empregos e a prosperidade lembrados por moradores quanto os impactos sobre as matas, os cursos d’água e as atividades que se tornariam difíceis de manter.
Consultar estabelecimentos mencionados no registro histórico
O levantamento de Cícero Ferraz menciona as serrarias Madol, de Antônio Miguel, Baiana, de Hilário Baiano, do Português, de Bruno Bergman, do Poty, de Lula/Belimário, de Wilson Major e de Guilherme (Monte Alegre). É uma lista de memória, não um cadastro completo nem uma confirmação de períodos individuais de funcionamento.
Também são citadas as usinas de arroz de Chico da Zuzu e do senhor Mário, além de pequenas máquinas de beneficiamento e produção de farinha.
Fonte: Cícero Ferraz, Conheça Nova Olinda MA, seção “A economia” e seus registros de estabelecimentos antigos. A pesquisa de Melo (2015) também dedica seção à economia (p. 30).
Capítulo 6 / A luta pela autonomia
A decisão de caminhar com as próprias pernas
Antes de se tornar município, Nova Olinda já era uma comunidade com vida econômica, lideranças e demandas próprias. A vontade de ter uma administração municipal ganhou força com o passar dos anos.
Cícero Ferraz registra que a localidade esteve vinculada a Turiaçu e, desde 1987, a Santa Luzia do Paruá. Na década de 1980 e no começo dos anos 1990, moradores e lideranças passaram a defender com mais intensidade a emancipação.
Na monografia A Emancipação e Formação Política e Social do Município de Nova Olinda do Maranhão, Josimar de Jesus Melo estudou a formação política local por meio de documentos e depoimentos. Entre os aspectos registrados estão o apoio de comerciantes, que ajudaram a custear deslocamentos, alimentação e estadias relacionados à mobilização, e a influência de representantes religiosos na divulgação da ideia de emancipação. São contribuições relatadas por entrevistados e devem conservar esse enquadramento.
A mudança ganhou forma jurídica em 10 de novembro de 1994, com a Lei Estadual nº 6.159, sancionada pelo governador José de Ribamar Fiquene. A nova unidade foi criada a partir de território desmembrado de Santa Luzia do Paruá. O texto legal definiu a sede, os limites territoriais e disposições para o início da administração municipal.
10/11/1994: criação legal do município. 01/01/1997: instalação do município e início de sua administração própria. A distinção consta do histórico do IBGE.
Essas datas são marcos documentados. Já a luta que levou até elas foi vivida por muitas pessoas — algumas registradas em jornais e entrevistas, outras lembradas em reuniões, viagens, conversas e histórias de família. É nessa dimensão coletiva que o acervo pode ampliar a pesquisa.
Fontes: Lei Estadual nº 6.159/1994 (transcrição no portal da Prefeitura); histórico administrativo do IBGE; Melo (2015), capítulos sobre emancipação e depoimentos (especialmente pp. 38–41); Cícero Ferraz (2010).
Capítulo 7 / A cidade como município
O início da administração própria
Em 1996 ocorreu a primeira eleição municipal, preparando a instalação de Nova Olinda do Maranhão em 1º de janeiro de 1997. O registro histórico organizado por Cícero Ferraz identifica Willian Amorim Pereira como primeiro prefeito e Dulcene Rodrigues Pearce como vice-prefeita.
O primeiro período administrativo também marcou a formação da Câmara Municipal. O texto da lei de criação previa nove vereadores para os primeiros quatro anos, e a memória política local guarda nomes de representantes que participaram dessa fase.
Ter governo próprio significou começar a organizar decisões municipais sobre serviços, infraestrutura e administração. A história política é parte importante da cidade, mas não se resume às pessoas que ocuparam cargos: inclui o trabalho de servidores, as reivindicações dos moradores e a participação das comunidades urbanas e rurais.
Ver primeiras gestões registradas no acervo histórico
Os períodos abaixo são uma transcrição resumida da cronologia publicada por Cícero Ferraz. Não representam uma lista atualizada de todos os mandatos municipais.
- 1997–2000: Willian Amorim Pereira; vice Dulcene Rodrigues Pearce.
- 2001–2004: Hemetério Weba Filho; vice Plácido Xavier Coelho.
- 2005–2008: Hemetério Weba Filho; vice Marlon Vale Cutrim.
- 2009–2012: Delmar Barros da Silveira Sobrinho; vice Valter Marques Sousa.
- 2013–2016: Delmar Barros da Silveira Sobrinho, reeleito segundo o registro histórico consultado.
Primeira Câmara Municipal (1997–2000)
O registro histórico relaciona Ivanildo Albuquerque Cabral, Gentil Augusto Vale Frazão, Maria José de Sousa, Domingos do Nascimento, Marlon Vale Cutrim, José Raimundo dos Santos, Maria da Conceição Buna, Osmar Soares Moura e Rosilda Martins Sousa. Eventuais variantes de grafia ou apelidos devem ser confrontadas com as atas oficiais antes de uma ficha biográfica definitiva.
Fontes: Cícero Ferraz, cronologia político-administrativa; Lei Estadual nº 6.159/1994; IBGE. Para uma futura versão documental da Câmara, utilizar também atas e registros eleitorais.
Capítulo 8 / As pessoas por trás das datas
Escolas, igrejas, festas e a vida de todo dia
A memória de uma cidade também está nos cadernos escolares, nas celebrações, nos campos de futebol, nas festas de família e nas conversas das ruas.
Os registros históricos de Nova Olinda mostram como a vida comunitária se organizou entre espaços de fé, comércio, trabalho e convivência. As primeiras missas, as diferentes igrejas, as festas religiosas e as celebrações populares ajudaram a construir vínculos entre moradores que chegavam de origens diversas.
A escola também faz parte dessa história. A abertura de núcleos rurais e de áreas residenciais criou novas necessidades de educação, e os professores passaram a integrar a memória de muitas gerações. Na monografia de 2015, Josimar de Jesus Melo reservou capítulos específicos à cultura e religiosidade e à educação e saúde, reconhecendo esses temas como parte da formação social do município.
As experiências da saúde pública, das famílias que buscavam atendimento e dos profissionais que trabalharam no município também merecem registro. O NOMA manterá esses assuntos abertos a documentos, fotografias, nomes e depoimentos devidamente autorizados, evitando inventar datas de fundação de escolas, templos ou postos de saúde que ainda não estejam verificadas.
Da mesma forma, a história dos bairros não se resume ao aparecimento das primeiras ruas. Cada bairro construiu suas próprias lembranças. O bairro Trator, a Piaba, o Centro e outras localidades podem ser reconhecidos nas fotografias de antigas fachadas, comércios, reuniões, brincadeiras e celebrações.
Fontes: Melo (2015), seções sobre cultura/religiosidade (p. 28) e educação/saúde (p. 29); Cícero Ferraz (2010), registros da vida religiosa e da expansão dos núcleos rurais.
Capítulo 9 / Da prosperidade às mudanças
Uma cidade que também aprendeu com tempos difíceis
Nem toda transformação acontece de maneira tranquila. No final dos anos 1980 e durante os anos 1990, o levantamento de Cícero Ferraz descreve um período de retração de atividades que antes movimentavam a economia, especialmente ligadas à madeira e a certas formas de agricultura.
Com a mudança das condições de trabalho, famílias buscaram oportunidades em outros lugares. O registro local menciona deslocamentos para cidades do Pará e para estados como Roraima, Amazonas e Amapá. Essa experiência da migração ajuda a entender uma parte da memória das famílias nova-olindenses, inclusive daquelas que passaram a viver longe, mas continuaram ligadas à cidade.
Em paralelo, outras atividades do campo e dos serviços passaram a integrar a economia. Pecuária, produção de farinha, comércio, atividades públicas, pesca, apicultura e cultivo de produtos regionais aparecem nos registros reunidos sobre diferentes períodos.
Essa história deve ser contada sem idealizar o passado e sem apagar as dificuldades enfrentadas por quem viveu cada mudança. Memórias de abundância, de perdas, de recomeços e de solidariedade podem coexistir, desde que a origem de cada relato seja preservada.
Fonte: Cícero Ferraz (2010), capítulos “A decadência da Economia” e “A base da Economia”, retratando o período histórico descrito pelo autor, não uma medição econômica atual.
Capítulo 10 / Terra e águas
O rio, a mata e a vida das comunidades
O território de Nova Olinda do Maranhão mantém relações importantes com o rio Turiaçu e com igarapés que atravessam áreas rurais e urbanas. Na memória local, a água está ligada ao início do povoado, à pesca, ao deslocamento e à vida de várias comunidades.
O levantamento de Cícero Ferraz menciona comunidades ribeirinhas e a pesca de espécies encontradas no Turiaçu. Também descreve a coleta de juçara, a apicultura, pequenas criações e outras atividades que conectam trabalho e recursos naturais.
O desmatamento, as queimadas e o assoreamento dos cursos d’água aparecem entre as preocupações ambientais registradas pelo autor. Essas observações são parte de uma época e precisam ser lidas como um alerta histórico, sem substituir estudos ambientais atualizados.
Fotografias antigas de rios, paisagens, roças e ruas poderão ajudar a construir uma das experiências mais valiosas do NOMA: olhar um lugar de ontem e reconhecer o que mudou — e o que merece ser preservado amanhã.
Fonte: Cícero Ferraz (2010), registros sobre hidrografia, pesca, atividades rurais e meio ambiente.
Capítulo 11 / Uma história viva
A história não terminou. Ela está nas nossas mãos.
Nova Olinda não é feita apenas de datas históricas. É feita das pessoas que construíram casas, ensinaram crianças, cuidaram de famílias, abriram negócios, trabalharam na roça e mantiveram vivas as tradições da comunidade.
Uma fotografia guardada em uma gaveta pode mostrar como era uma rua. Um vídeo antigo pode registrar uma festa que já mudou. Uma lembrança de família pode ajudar a identificar uma pessoa, uma data aproximada ou um lugar que ninguém mais reconhece com facilidade.
Por isso, o acervo NOMA nasce com a proposta de reunir, preservar e apresentar fotografias, vídeos, documentos e relatos de moradores, com seus respectivos créditos. Informações novas e correções poderão complementar registros já publicados, sem apagar a história das contribuições anteriores.
Ao longo do tempo, esta página poderá ganhar imagens em seus capítulos: o povoado, as primeiras famílias, a antiga igreja, a BR-316, escolas, bairros, serrarias, campos, festas, rios e pessoas. Os lugares para essas imagens já estão previstos na estrutura do site, mas não serão preenchidos por ilustrações fictícias.
Quando uma fotografia encontra uma história, a memória deixa de ficar guardada e passa a ser compartilhada.
Política editorial do NOMA: diferenciar informação confirmada, provável e em investigação; registrar autoria e origem; respeitar autorizações de publicação e pedidos de correção ou retirada.
Reconhecimento / Memória coletiva
Quem cuida da memória também faz parte da história
O NOMA é um projeto independente de preservação histórica. Reúne pesquisas publicadas, documentos oficiais, imagens e lembranças de moradores, com espaço para novas contribuições e correções.
João Batista Sousa
Responsável pela idealização do site e por reunir, guardar, preservar e selecionar, ao longo de muitos anos, fotografias e vídeos de Nova Olinda do Maranhão. Parte do material é de sua autoria; outra parte foi cedida por moradores e famílias.
Os nomes dos colaboradores serão acrescentados gradualmente, sempre que identificados, podendo ser vinculados a cada registro e preservando os créditos já existentes.
Pesquisa / Transparência
Fontes consultadas
O texto é uma narrativa editorial original construída a partir das referências abaixo. Não substitui os documentos e trabalhos em sua íntegra.
- Cícero Ferraz. “Fundação de Nova Olinda do Maranhão”, blog Conheça Nova Olinda MA, publicado em 18/06/2010, com relatos de Maria Oneide e levantamento histórico local.
- Josimar de Jesus Melo. A Emancipação e Formação Política e Social do Município de Nova Olinda do Maranhão. Monografia, IFETE, 2015, orientada por Milton Alves Pereira Neto. Trabalho compartilhado para o projeto; capítulos sobre povoamento, emancipação, política, religiosidade, educação, saúde e economia.
- IBGE. Cidades e Estados — Nova Olinda do Maranhão e Histórico da formação administrativa.
- Prefeitura de Nova Olinda do Maranhão. História e transcrição da Lei Estadual nº 6.159, de 10/11/1994.
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